CONVERSA COM ZÉ PEDRO

Uma conversa com o Zé Pedro, guia da Grande Viagem ao UZBEQUISTÃO. Querem conhecê-lo e perceber porque é que este é um programa a não perder?

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Quem és tu, romeiro Zé Pedro?

Um rapaz de 46 anos que tem um prazer inesgotável por viajar, escrever e fotografar. Quando tudo se combina, melhor ainda. Quando viajo atento ao caminho e ao destino. Viajar muda-me, estica-me os horizontes e creio que isso me ajuda a viver compreendendo melhor o mundo em que vivo e as pessoas que nele habitam.

Como é que te apaixonaste pelas viagens? 

Surgiu com os meus pais e a caravana deles. Conheci muito da Europa assim, e ganhei o gosto pela viagem - pelo caminho e pelo destino. E foi sendo assim, país após país, cidade após cidade. Tive essa sorte, e habituei-me desde cedo a descobrir os destinos nos livros, preparando a curiosidade para o que ia aparecer no caminho.
Preparava as viagens, apontava o que queria ver e porquê.  E de alguma forma consegui que essa preparação nunca estragasse a surpresa de ver as coisas ao perto.

"CONSEGUI SEMPRE QUE A PREPARAÇÃO DAS VIAGENS NÃO ESTRAGASSE A SURPRESA DE VER AS COISAS DE PERTO"

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E o teu interesse pelo Uzbequistão de onde vem?

Da rota da seda. Das pontes que se estabeleceram entre as diferentes culturas, tradições, vivências dos povos do imenso continente euro-asiático. O território que hoje dá forma ao Uzbequistão estava no coração destes caminhos.

Qual é para ti o maior atrativo desta viagem?

Há diferentes motivos de interesse. As grandes obras da dinastia timurida, os grandes conquistadores semi-nómadas, e as cidades que espelham essa grandeza, como Samarcanda. 

Bukhara e a cidade das 1001 noites, Khiva, capitais dos respectivos canatos, com vestígios de civilizações milenares. 

E depois há toda a região do Karalpakstan, o Mar de Aral e a vida no deserto, que creio que será uma das atrações mais interessantes deste percurso.

Que sensações provoca o Mar de Aral?

As paisagens em redor do mar, os desertos que se fizeram da água que foi desaparecendo, as manchas de sal e os movimentos do sol. Os povos que persistem vivendo neste ambiente inóspito. Testemunhar isso num percurso de vários dias, convivendo com estas comunidades, partilhando as refeições com eles, pernoitando nas tendas de pele será certamente um momento marcante na viagem.

Come-se bem no Uzbequistão?

É possível ser muito feliz gastronomicamente falando - boa carne grelhada, o famoso arroz plov, chamuças e empadas, fruta fresca, doce e saborosa, frutos secos. Leite de camela, no deserto.

Numa palavra, como descreves esta viagem?

Posso usar duas palavras? Descoberta surpreendente.

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"VIAJAR MUDA-ME, ESTICA-ME OS HORIZONTES"

UZBEQUISTÃO, VIAGEM NO TEMPO

No coração da Ásia Central, embarcamos numa viagem do tempo, onde o Uzbequistão atual, desde o Vale de Fergana até ao Karalpakstan, nos vai revelar porque se perdeu de amores Alexandre, o Grande.

Vamos saber como se cruzaram durante séculos mercadores de inúmeras proveniências na Rota da Seda, conquistadores e filósofos, astrónomos e poetas guerreiros, que deixaram para herança da humanidade cidades de encantar, nascidas da lama e da cor da terra quente, com aroma a tâmaras, uvas passas e manjericão.

 

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